Estive pensando...

Sunday, September 03, 2006

Cavalo Morto




O tema desde texto é proposital, afinal mais uma vez me inspirei nos comentários do Max Geringher para escrever aqui no blog. Na verdade queria transcrever o comentário da última sexta-feira "Não é possível cavalgar cavalo morto". Achei interessantíssimo mas, ao contrário do foco inicial dado pelo questionamento da ouvinte, gostaria que agora fosse lido sob outra ótica....como se o cavalo morto fosse o profissional que não produz, não rende, mas que apesar de ter morrido dentro da corporação, por razões que só o mecanismo corporativo explica, ainda sobrevive dentro da empresa.

Pois bem, o Max responde ao questionamento de uma ouvinte que diz trabalhar numa empresa que tem um produto (carro chefe) circulando no mercado há várias décadas. Todavia, as vendas caem ano após ano e a diretoria não vê que o produto está ultrapassado, recusando-se a fazer alterações, ao contrário justifica o fato como falta de estratégia. O que fazer? O Max começa seu parecer com um ditado indígena: "Não é possível cavalgar cavalo morto". Todavia, as grandes corporações decidiram que os índios não entendem nada de gestão moderna de cavalos, por isso os gestores modernos, ao notarem que o cavalo parou de respirar adotam as seguintes providenciais:
  1. Arrumam um chicote mais resistente;
  2. Dispensam o cavaleiro e contratam outro mais motivado;
  3. Criam um comitê para analisar os motivos da imobilidade do cavalo;
  4. Pesquisam casos de outros cavalos que passaram por situações semelhantes;
  5. Oferecem um bônus para quem conseguir cavalgar um cavalo morto;
  6. Contratam uma consultoria especialziada em melhorar desempenho de cavalos mortos;

Enquanto um grupo cada vez maior tenta revitalizar um cavalo morto, os concorrentes continuam passando a galope. A única solução neste caso, é deixar de ouvri os diretores e começar a ouvir os índios, ou seja, não é possível cavalgar cavalo morto. Concluiu o Max: Sua empresa precisa de outros cavalos cada vez mais saudáveis, mais velozes e mais adaptados aos tempos atuais, porém se os diretores insistirem em querer provar que o cavalo está vivo, aí eu sugiro que vc. vá amarrar seu burro em outro lugar.

Até mais.

Responsabilidade Social - de quem?

Faltando poucos dias para o primeiro turno das eleições, não é raro ver e ouvir nos meios de comunicação indagações sobre a realidade brasileira. Outro dia ouvi na CBN, no programa do Dan Stulbach (Fim de Expediente) um economista afirmando que nossa carga tributária é igual a da Inglaterra e que nossa realidade social igual a de Gana. Apesar de não ver os índices, gráficos e todas as fórmulas existentes para chegar a esta conclusão, acredito fielmente na informação. Quanto a carga tributária é fato corrente no nosso dia-a-dia e visível para todas as classes sociais, resultado de uma péssima administração pública. Já com relação a comparação com Gana, apesar de certeiro o comentário, pode parecer exagerado aos olhos de muitos, afinal mesmo com a miséria que bate à nossa porta todos os dias, conheço centenas de pessoas que diriam que a comparação é insensata. Infelizmente não é! Somos cidadãos de um país continentalmente rico mas socialmente miserável. A disparidade social é vergonhosa. A educação é lamentável e os governantes egoístas. Esse é o nosso país!!!
Ate´quando um programa social para dar comida a quem não tem, vai ser bandeira de boa obra e carro chefe para se ganhar eleição? Hoje dão tantas mil, amanhã milhões e daqui há vinte anos??Bom seria que não tivessemos tantos famintos, e melhor ainda, se essa tal bolsa família fosse extinta por falta de famílias carentes...Mas não é isso que acontece, perderam a noção e nós, ludibriados, acreditamos que dar comida para quem não tem é um extraordinário trabalho social...