Saturday, September 13, 2008

Vamos em frente!!!


Fui criada na periferia de uma cidade periférica.Nasci no início da década de 70 e não tive sinais ideológicos do feminismo na minha educação, muito ao contrário, sofri todo o preconceito de uma geração machista, sentindo na pele as limitações impostas às mulheres.

Felizmente, em determinado momento da minha juventude, o roteiro dessa história tomou um novo rumo e comecei a trilhar meu caminho vendo nas limitações morais e sociais um estímulo a minha criatividade e a vontade se superar as dificuldades.

Deixei de ser protagonista para passar a escrever minha própria história...errando, acertando mas certamente evoluindo. Hoje sou milhões de vezes melhor do que ontem e tenho a absoluta certeza que sei menos do julgava saber antes.

Diante de tudo isso, sempre fui a favor da igualdade entre homens e mulheres e ainda me causa tristeza ver índices da desigualdade feminina em pleno século XXI.

Acredito nas qualidades inerentes a cada pessoa, mas também acredito que pessoas capazes devem ser igualmente remuneradas independentemente da cor, sexo ou religião.

Conforme pesquisas recentes, as mulheres ainda recebem de 30% a menos do que os homens na execução das mesmas funções e, como ouvi um dia, precisam tirar nota 11 para conseguir uma promoção, enquanto que mantendo um ponto acima da média os homens chegam ao topo.

"Todos os dados analisados em pesquisas sobre o assunto", diz a pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e Mestre em sociologia pela USP Cristina Bruschini, "mostram que a mulher ganha, de acordo com cada profissão, de 75 a 65% do que os homens ganham para realizar as mesmas tarefas. Ninguém acredita quando digo isso, mas os dados comprovam", conta.

Ela aponta ainda a dificuldade da mulher em conseguir ocupar cargos de liderança como mais um fator que evidencia tal disparidade. "Isso já está mudando, mas as mulheres diretoras, por exemplo, ainda são muito poucas". Além disso, as mulheres que ocupam cargos de chefia ganham quase metade do que um homem ganha na mesma função.

As vezes penso que essa diferença está na crença de que as mulheres apenas somam no orçamento e não são responsáveis pelo sustento da família....Para aqueles que pensam assim, gostaria de destacar que ultimamente tenho encontrado um número cada vez maior de mulheres que arcam com a maioria das despesas da família, restando ao marido o papel de somar no orçamento...os homens que relutam a remunerar as mulheres de forma justa, deveriam pelo menos uma vez na vida sentir o gostinho de "depender" financeiramente de uma mulher....certamente mudariam sua visão do assunto.


Evidentemente existem exceções, assim como as desigualdades não se limitam às mulheres. Evoluimos muito e sendo mãe de uma menina, espero que daqui há 20 anos esses paradigmas tenham sido superados e as mulheres percebam a remuneração compatível apenas com a sua competência e nada mais!

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